ATIVIDADE
OPERAÇÃO C: EXPERIÊNCIAS PARA A DOCÊNCIA NO PROGRAMA PARTIU IF
Muitos estudantes demonstram desinteresse em abordagens tradicionais de ensino, por não perceberem a utilidade prática do conteúdo, tornando sem significado no seu cotidiano de vivência. Nesse contexto, é fundamental adotar estratégias capazes de despertar a atenção dos estudantes, tornando a aprendizagem mais dinâmica e significativa. Este trabalho apresenta a oficina pedagógica “Operação C”, desenvolvida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), com estudantes do ensino fundamental participantes do “Programa Partiu IF”, no Instituto Federal Catarinense – Campus Araquari. A oficina buscou mostrar aos estudantes que a ciência está presente no cotidiano e pode ser explorada de forma investigativa. Para isso, foi proposta a análise do teor de vitamina C em diferentes sucos, como os industrializados em pó e o natural da fruta. A atividade relacionou os conhecimentos de química, como formação de complexos e reações de oxirredução, com práticas do dia a dia. A oficina foi organizada em três momentos pedagógicos. No primeiro, da problematização, os estudantes foram instigados por meio de perguntas em um mural interativo, como: “Por que o suco de laranja fica amargo depois de um tempo?”, “Qual suco tem mais vitamina C?” e “Será que cozinhar os alimentos diminui o teor de vitamina C?”. Essa etapa teve como finalidade despertar a curiosidade com hipóteses que se aproximam com a realidade dos estudantes. No segundo momento, o experimento foi conduzido com a participação ativa dos estudantes, com a utilização de uma mistura amilácea e a titulação com a solução de iodo como indicador. Os estudantes testaram diferentes amostras de suco naturais e artificiais (industrializados) de laranja, limão e maracujá, comparando o número de gotas de iodo necessárias para a persistência da coloração azul, proporcionando a investigação e o trabalho colaborativo. E por fim, no terceiro momento, ocorreu a aplicação do conhecimento, onde os estudantes discutiram por meio de um debate orientado, os resultados obtidos, fazendo comparações sobre as concentrações de vitamina C entre as amostras e a diferença de conservação de nutrientes em alimentos naturais e os industrializados, destacando as principais descobertas e percepções. A oficina foi finalizada com um convite à continuidade da aprendizagem, por meio de um QR Code que direcionava os estudantes ao livro “Os Botões de Napoleão”, incentivando-os a explorar como descobertas científicas transformaram a história e a sociedade. Nesse sentido, compreende-se que a oficina pedagógica “Operação C” contribuiu para a formação dos licenciandos ao proporcionar vivências práticas que os tornaram mais seguros e preparados para o exercício docente. Ao mesmo tempo, demonstrou-se que estratégias diferenciadas, como a investigação do teor de vitamina C em sucos, podem ser ferramentas eficazes no ensino de química, pois aproximam os conteúdos teóricos do cotidiano dos estudantes, despertando curiosidade e promovendo uma aprendizagem mais significativa. Dessa forma, a experiência configurou-se como um espaço de construção coletiva de conhecimento, oportunizando experiências na prática docente aos bolsistas e a reflexão crítica dos estudantes participantes.

ATIVIDADE
ALICE NO PAÍS DAS SENSAÇÕES: EXPLORANDO OS SENTIDOS QUÍMICA E BIOLOGICAMENTE
Esta atividade pedagógica foi desenvolvida pelos bolsistas PIBID – Química-Araquari, na escola E.E.B. Profª Antônia Alpaides C. dos Santos – Joinville, no dia 26 de agosto, com 35 estudantes do 3º ano do ensino noturno. Consiste em uma oficina no formato de trilha sensorial, pensada e planejada considerando a leitura do livro “Química das sensações” (Faria; Retondo, 2022). A partir disso surgiu a proposta de relacionar à história de “Alice no País das Maravilhas” como uma narrativa, em uma trilha, tendo como abordagem a ludicidade e a interatividade, na intenção de favorecer o interesse dos estudantes. Os bolsistas do PIBID foram divididos em duplas, encarregados da leitura de capítulos do livro. Após essa etapa, propuseram a “trilha das sensações”, onde aconteciam as explicações de cada sentido: tato, visão, audição, paladar e olfato em forma de estações. Cada dupla organizou, planejou e estruturou uma estação utilizando materiais de baixo custo ou itens pessoais. A trilha realizada constituiu-se por estações, como a do tato, na qual foi criado um mapa tátil com personagens da história. A estação visão incluiu experimentos sobre ilusões de ótica. Na audição, foi produzido um vídeo narrando o funcionamento do sistema auditivo e as sensações provocadas pelo uso de drogas. Nessa estação, os estudantes também interagiram com um “jogo de ligação”, feito com linhas e agulhas, conectando os personagens do vídeo aos efeitos das drogas apresentadas. A estação do paladar e olfato ofereceu degustação de sabores e exploração de aromas com essências. A duração da oficina foi de uma hora e vinte minutos, durante os quais os estudantes foram divididos em três grupos. Como resultado, percebeu-se que a experiência vivenciada pelos estudantes proporcionou momentos de condução guiada por narrativas em áudio, que conectavam as explicações científicas aos enredos da história de Alice. Notou-se um encantamento geral com a estética das estações e uma curiosidade aguçada pelos experimentos. Ao final da experiência, os feedbacks foram encorajadores, os participantes “gostaram da experiência” e consideraram a atividade interessante e atrativa, evidenciando o caráter interdisciplinar do tema. A utilização da conexão da temática com a narrativa de “Alice no País das Maravilhas” foi assertiva e imprimiu coesão à proposta. Um fato significativo ocorreu na estação do paladar e olfato, estudantes relataram sentir gostos em sucos e cheiros em essências que não haviam sido disponibilizados. Esse fenômeno evidencia a complexidade da percepção humana. Como desafios, destacam-se a gestão do tempo e a dificuldade em manter a atenção dos estudantes, devido ao número de estímulos visuais e sonoros na sala. Futuramente será necessário readequar o tempo em cada estação e otimizar a distribuição dos áudios explicativos. Para os bolsistas, a experiência foi gratificante e reforçou a importância de adotar estratégias e metodologias ativas para a transposição de conteúdos científicos, isso promoveu saberes e fazeres inerentes a docência, estudo e planejamento, atuando fortemente na formação docente.
